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Apego e psicanálise: o medo de perder e a dificuldade de soltar

12 de mai. de 2026

Psicóloga Andreza Fonseca Lima -CRP 11/23449

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Autocuidado

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Na psicanálise, o apego não é visto apenas como uma necessidade de estar perto de alguém, mas como uma tentativa inconsciente de preencher faltas emocionais profundas. Muitas vezes, aquilo que parece amor intenso pode estar atravessado pelo medo do abandono, da rejeição e da solidão.

Os vínculos afetivos começam a ser construídos desde a infância. A maneira como fomos cuidados, acolhidos e reconhecidos influencia diretamente a forma como nos relacionamos na vida adulta. Quando houve instabilidade emocional, ausência afetiva ou insegurança nos primeiros vínculos, o sujeito pode crescer buscando no outro uma sensação de proteção e completude.

Por isso, algumas relações se tornam tão difíceis de deixar, mesmo quando causam sofrimento. O apego excessivo pode gerar ansiedade, dependência emocional, necessidade constante de confirmação afetiva e medo intenso de ser esquecido ou substituído.

Para a psicanálise, repetimos inconscientemente aquilo que ainda não conseguimos elaborar emocionalmente. Muitas pessoas permanecem em relações dolorosas porque, sem perceber, tentam reviver antigas feridas na esperança de finalmente serem amadas da forma que um dia precisaram.O problema é que, quando o vínculo é sustentado pelo medo da perda, o sujeito muitas vezes deixa de olhar para si mesmo. Passa a viver em função do outro, anulando desejos, limites e até a própria identidade para manter a relação.

O processo analítico permite compreender de onde vem esse apego, quais experiências emocionais estão sendo repetidas e por que certos vínculos provocam tanto sofrimento. A partir desse reconhecimento, torna-se possível construir relações mais conscientes, onde o amor não precise nascer da falta, do medo ou da dependência, mas da possibilidade de existir junto sem deixar de ser si mesmo.

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