
Borderline e o medo de abandono: quando a possibilidade de perder alguém parece uma certeza
Uma mensagem demora a ser respondida. O jeito de conversar muda. A pessoa pede um tempo para ficar sozinha. E os pensamentos aparecem: “Fiz alguma coisa?”, “Ela cansou de mim?”, “Vai me deixar?”.
Para muitas pessoas com transtorno de personalidade borderline, o medo de abandono pode ser intenso e frequente. A dor é real, mesmo quando não há uma confirmação de que o outro vai embora. Esse medo pode surgir diante de uma separação ou de situações percebidas como rejeição. Cada pessoa vive isso de uma forma. (nimh.nih.gov)
Às vezes, uma demora na resposta vira uma urgência para resolver tudo. A pessoa manda várias mensagens, pede garantias de que é amada ou se afasta antes que o outro possa deixá-la. São exemplos de como a tentativa de evitar uma perda pode acabar trazendo mais tensão para a relação. (camh.ca)
Imagine esta situação: o parceiro diz que está cansado e prefere conversar amanhã. Quem está ouvindo pode entender: “Ele não quer mais estar comigo”. O cansaço do outro passa a ser sentido como rejeição.
É nesse momento que vale trabalhar uma diferença: “Estou sentindo medo de ser abandonada” não significa “estou sendo abandonada”. Reconhecer isso permite olhar para o que aconteceu, para o que foi imaginado e para o que precisa ser conversado.
Acolher esse sofrimento também envolve aprender a expressá-lo sem machucar a si ou ao outro. É possível dizer: “Quando nossa conversa mudou, fiquei insegura. Podemos conversar sobre isso?”. Entender a dor e construir limites podem caminhar juntos.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo. A DBT, por exemplo, ensina habilidades para lidar com emoções intensas, atravessar momentos difíceis e se comunicar melhor nos relacionamentos. Com tratamento, os sintomas podem diminuir e a vida pode ganhar mais estabilidade. (nimh.nih.gov)
Ter medo de abandono, sozinho, não define um diagnóstico. Mas, quando esse medo ocupa grande parte do seu dia e traz sofrimento para suas relações, ele merece cuidado.
Você pode aprender a se sentir mais segura nos vínculos e a cuidar de si quando a insegurança aparecer.
Quem sou eu?

Julio Cesar Borges
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Presencial, Online
Cuidar da saúde emocional é também uma forma de se escolher.
Sou psicólogo e acredito que cada pessoa tem sua própria história, suas dores e seus desafios.
Meu compromisso é oferecer escuta, acolhimento e respeito, construindo um espaço seguro onde você possa falar sobre o que sente, compreender suas emoções e encontrar novos caminhos para lidar com suas questões.
Você não precisa enfrentar tudo sozinho. Cuidar de si também é um ato de coragem.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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