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Como desapegar de froma saudável?

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16 de out. de 2026

Larissa Senger Passarelli Ramos

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Saúde mental

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Desapegar não significa rejeitar, deixar de amar ou fingir que algo não teve importância. É compreender que algumas coisas, pessoas ou situações já não fazem mais parte do nosso caminho, mesmo que aceitá-las seja doloroso.

A vida é feita de ciclos, encontros e despedidas. E, por mais que tentemos evitar, amar também significa estar vulnerável à possibilidade de perder. Mas não podemos deixar de viver momentos felizes por medo de que um dia eles acabem.

 

Qual é a diferença entre amor e apego?

O apego pode estar relacionado à necessidade de manter alguém por perto para nos sentirmos seguros e felizes.

É como dizer: "Fique comigo porque eu preciso de você para ser feliz."

Já o amor pode existir com mais liberdade: "Quero você ao meu lado porque amo compartilhar a vida com você, mas também desejo que você seja feliz."

 

Isso não significa que não precisamos de ninguém. Os vínculos são importantes, mas é necessário compreender que não podemos colocar toda a responsabilidade pela nossa felicidade nas mãos de outra pessoa.

Amar alguém não significa abrir mão de si mesma para manter essa pessoa por perto.

 

Desapegar não é fugir dos sentimentos

Quando um relacionamento termina, algumas pessoas tentam preencher imediatamente o vazio com festas, novos relacionamentos ou distrações constantes. Mas estar ocupada não significa necessariamente ter superado alguma coisa. Às vezes, essas atitudes são uma tentativa de evitar sentimentos difíceis.

 

Desapegar também envolve permitir-se sentir tristeza, saudade, frustração e até arrependimento. Sentir a dor de uma despedida não significa que você não conseguiu desapegar. Significa que aquilo teve importância para você. O importante é não transformar essa dor em um motivo para abandonar a própria vida.

 

Aprenda a confiar na sua capacidade de lidar com as perdas

 

Muitas vezes, o que nos assusta não é apenas perder alguém, mas acreditar que não conseguiremos ficar bem sem essa pessoa.

 

Pensamentos como:

  • "Eu nunca mais vou ser feliz."
  • "Não vou conseguir viver sem ele."
  • "E se eu nunca encontrar outra pessoa?"
  • "Preciso que ele volte para parar de sofrer."

Esses pensamentos podem intensificar a ansiedade e dificultar a aceitação do término.

Uma parte importante do desapego é desenvolver confiança na própria capacidade de enfrentar situações difíceis.

 

Em vez de pensar "Eu não vou suportar essa perda", experimente considerar:

"Vai ser difícil, vou sentir saudade e talvez sofrer por algum tempo, mas posso aprender a lidar com isso e reconstruir minha vida."

 

Confiar em si mesma não significa acreditar que nada de ruim vai acontecer, mas reconhecer que você tem recursos para enfrentar as dificuldades.

 

O autocuidado faz parte do desapego

Você não precisa se obrigar a esquecer alguém. Quanto mais tenta controlar seus pensamentos e sentimentos, mais frustrante esse processo pode se tornar.

 

Em vez disso, procure reconstruir sua rotina e investir em atividades que façam sentido para você. Praticar um esporte, passear com seu cachorro, encontrar amigos, estudar, fazer jardinagem ou descobrir um novo interesse são formas de continuar vivendo, mesmo enquanto a saudade ainda existe.

 

Aos poucos, você pode perceber que consegue experimentar momentos de alegria sem aquela pessoa. Não porque ela deixou de ser importante, mas porque sua vida continua tendo possibilidades além daquele relacionamento.

 

Nem tudo que termina precisa ser recuperado

Às vezes, diante de uma separação, ficamos tão concentradas em fazer a pessoa voltar que esquecemos de questionar se aquele relacionamento realmente nos fazia bem.

Por isso, vale refletir:

  • Eu quero essa pessoa de volta porque o relacionamento era saudável ou porque quero parar de sofrer?
  • Estou tentando recuperar algo que me fazia bem ou tenho medo de ficar sozinha?
  • O que essa experiência pode me ensinar sobre minhas necessidades e meus limites?
  • Estou permitindo que minha vida continue ou esperando que tudo volte a ser como antes?

O passado não precisa ser apenas um lugar de arrependimento. Ele também pode ser uma oportunidade de aprendizado.

Aprender a reconhecer nossos erros, aceitar que outras pessoas também erram, respeitar decisões e compreender quando é necessário dizer adeus faz parte do amadurecimento emocional.

 

Desapegar também é uma forma de autocuidado

Desapegar não acontece de um dia para o outro. É um processo que exige paciência, aceitação e reconstrução.

Nem sempre conseguimos escolher o que termina, mas podemos aprender a cuidar de nós mesmas diante dessas mudanças.

 

E talvez uma das maiores demonstrações de amadurecimento seja compreender que podemos amar alguém, sentir saudade e reconhecer a importância daquela história, sem precisar permanecer nela.

 

Desapegar não é esquecer o que você viveu. É aprender a seguir em frente sem deixar que aquilo que terminou impeça você de viver o que ainda pode acontecer.

Quem sou eu?
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Israelle de Sousa Pinto

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Olá! Que bom ter você por aqui. 🌿

Sou psicóloga formada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e acredito na psicoterapia como um espaço de acolhimento, escuta e encontro consigo. Um lugar onde você pode olhar para sua história com mais carinho, compreender seus sentimentos e descobrir novas formas de lidar com aquilo que atravessa sua vida.

Atendo adolescentes, mulheres adultas e pessoas LGBTQIAPN+, acolhendo questões como ansiedade, depressão, autoestima e esgotamento emocional. Também tenho um olhar atento às questões de raça, gênero e sexualidade, respeitando a singularidade de cada experiência.

Meu desejo é que a terapia seja um espaço onde você se sinta à vontade para ser quem é, sem precisar ter todas as respostas. Vamos construir esse caminho juntos?

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

50 minutos

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