
Comunicação assertiva não é dizer tudo o que pensa
Comunicação assertiva não é dizer tudo o que pensa. É conseguir existir na conversa sem desaparecer de si mesmo.
18 de jul. de 2026
Lucas Filipe Costa
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Em muitos momentos da vida, aprendemos que falar o que sentimos podia trazer consequências difíceis. Talvez alguém tenha invalidado nossas emoções, interpretado um limite como falta de carinho ou transformado uma opinião em motivo de conflito.
Pouco a pouco, algumas pessoas passam a acreditar que é mais seguro silenciar. Outras descobrem que precisam endurecer o modo de falar para serem percebidas. Em ambos os casos, a comunicação deixa de ser um encontro e passa a ser uma forma de proteção.
A comunicação assertiva não nasce de uma técnica pronta ou de frases decoradas. Ela começa quando conseguimos reconhecer nossa própria experiência e dar voz a ela com respeito por nós mesmos e pelo outro.
Carl Rogers, um dos principais autores da Psicologia Humanista, falava sobre a importância da congruência: uma aproximação entre aquilo que vivemos internamente e aquilo que expressamos. Quando existe essa coerência, a comunicação tende a se tornar mais autêntica. Não porque desaparecem os conflitos, mas porque já não precisamos esconder continuamente quem somos para preservar a relação.
Na prática, isso pode aparecer em situações muito comuns: dizer "não" quando necessário, reconhecer um incômodo antes que ele se transforme em ressentimento, pedir ajuda sem sentir que isso diminui seu valor ou simplesmente expressar um sentimento sem precisar convencer ninguém de que ele é legítimo.
Nem sempre isso é simples. Cada pessoa carrega uma história que influencia a maneira como ocupa seu lugar nas relações. Por isso, compreender como aprendemos a nos comunicar pode ser tão importante quanto aprender novas formas de fazê-lo.
E você? Em qual situação costuma ser mais difícil dizer o que realmente pensa ou sente? Compartilhe sua reflexão nos comentários ou envie este conteúdo para alguém que possa se identificar.




