
Na Psicologia Analítica, Carl Gustav Jung nos ensina que a vida é feita de ciclos e transformações. Cada experiência — relações, fases, trabalhos ou papéis que assumimos — cumpre uma função no nosso processo de desenvolvimento psíquico. Quando insistimos em permanecer no que já perdeu o sentido, acabamos bloqueando o movimento natural da psique, que busca crescimento, integração e renovação.
Para Jung, fechar ciclos não significa negar o passado, mas reconhecê-lo e integrá-lo à nossa história. O inconsciente sinaliza quando algo precisa ser encerrado, muitas vezes por meio de emoções recorrentes, sonhos ou sensação de estagnação. Escutar esses sinais é um convite ao autoconhecimento e à coragem de deixar ir aquilo que já não corresponde a quem estamos nos tornando.
Encerrar ciclos, portanto, é um ato de maturidade emocional. Significa honrar o que foi vivido, compreender que o velho já cumpriu seu papel na sua vida e se permitir viver algo novo, abrindo espaço para novas experiências, sentidos e possibilidades de ser.





