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Dormir não é desligar

É preparar o corpo para parar

26 de abr. de 2026

Gustavo Gonçalves Oliveira

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Autocuidado

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Muita gente deita esperando que o sono aconteça como um botão: encostou a cabeça, apagou. Só que o corpo não funciona assim. Ele precisa de sinal de desaceleração. Quando o dia termina acelerado, cheio de estímulo, tela, preocupação e cobrança, a mente continua ligada mesmo no escuro.

 

A chamada higiene do sono não tem a ver com perfeição ou rotina rígida. É mais sobre consistência. Pequenos ajustes que ajudam o corpo a entender que está chegando a hora de descansar. Horário mais ou menos regular para dormir e acordar, luz mais baixa à noite, menos estímulo de tela perto da hora de deitar, um ambiente minimamente confortável. Coisas simples, mas que fazem diferença quando repetidas.

 

Também entra aqui o que você faz com a cabeça antes de dormir. Levar preocupação para a cama costuma manter o corpo em alerta. Às vezes ajuda ter um momento antes de deitar para “descarregar” o dia: anotar o que ficou pendente, organizar o amanhã, diminuir o barulho mental. Não resolve tudo, mas reduz a chance de a mente ficar rodando sem parar.

 

Outro ponto é a relação com o próprio sono. Quanto mais você se pressiona para dormir, mais difícil tende a ficar. Ficar olhando o relógio, brigando com a insônia, tentando forçar o descanso… isso costuma aumentar a tensão. O corpo precisa de segurança para desacelerar, não de cobrança.

 

Dormir bem não é só uma questão de descanso físico. Afeta humor, atenção, ansiedade, capacidade de lidar com o dia. Não é luxo, é base. E, na maioria das vezes, começa menos com grandes mudanças e mais com pequenos sinais repetidos de que já é hora de parar.

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