
A gente vive esperando.
Que o fim de semana chegue logo.
Que o mês passe rápido.
Que o ano acabe e que o próximo ano chegue.
Esperando se formar, casar, ganhar mais, conquistar algo...
Como se a felicidade tivesse data marcada no calendário.
E, enquanto isso, a segunda-feira nunca é suficiente.
O dia comum nunca é bom o bastante.
A vida de agora nunca parece "a certa".
Talvez você também se sinta assim às vezes, como se tivesse sempre a caminho de viver, mas nunca realmente vivendo.
Aprendemos a tratar a felicidade como uma grande meta. Como prêmio.
Como um checklist a ser concluído.
"Quando eu tiver isso, eu vou ser feliz"
"Quando aquilo acontecer, aí sim.."
Mas e se a felicidade não for um acontecimento?
E se ela não estiver no grande marco, mas no café tomado com calma, na risada de alguém que você ama, na mensagem de carinho, ou no dia comum que ninguém posta?
A ansiedade por um futuro perfeito nos rouba o único lugar onde a vida
existe: o agora.
Quem te falou que a vida começa depois que tudo se "encaixa"?
E se ela for exatamente esse processo bagunçado de tentar, errar, aprender e continuar?
E talvez, só talvez, você não precise esperar se tornar "quem quer ser" para permitir-se viver quem já é.





