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Filho ideal e filho real podem coexistir?

Maternidade

10 de jun. de 2026

Sandra Maria Caetano Ursulino Alves

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O texto aborda que o filho ideal e o filho real podem coexistir, desde que a mãe consiga elaborar emocionalmente as expectativas construídas antes ou durante a maternidade.

Os pontos centrais são:

  1. Filho ideal é o filho imaginado
    Representa os sonhos, expectativas e planos que a mãe cria sobre o desenvolvimento, autonomia, futuro e modo de ser do filho.
  2. Filho real é o filho que existe concretamente
    É a criança, adolescente ou adulto com sua singularidade, seu ritmo, suas necessidades, limitações, habilidades e forma própria de estar no mundo.
  3. O diagnóstico pode gerar luto simbólico
    No autismo, em outros transtornos ou deficiências, a mãe pode sofrer não pela existência do filho, mas pela perda das expectativas idealizadas.
  4. Sentir dor não significa falta de amor
    Tristeza, medo, culpa e frustração fazem parte de um processo humano de adaptação e ressignificação.
  5. A maternidade atípica pode gerar sobrecarga
    Muitas mães assumem múltiplas funções: cuidadora, mediadora, professora, organizadora de terapias, defensora de direitos e suporte emocional.
  6. O medo do futuro é uma preocupação central
    A pergunta “quem cuidará do meu filho quando eu não estiver mais aqui?” aparece como uma das maiores angústias maternas.
  7. Planejar o futuro é um ato de amor
    Organizar documentos, registrar rotinas, fortalecer autonomia, envolver familiares e construir uma rede de apoio são estratégias importantes.
  8. A mãe também precisa ser cuidada
    O cuidado não deve recair apenas sobre ela. Apoio emocional, social, familiar e profissional é essencial.
  9. Aceitar o filho real não é abandonar o amor
    É deixar de comparar o filho com uma imagem idealizada e passar a reconhecê-lo em sua existência concreta.
  10. A coexistência é possível pela ressignificação
    O filho ideal pode permanecer como memória de um sonho, mas o filho real deve ocupar o lugar principal: o lugar de quem precisa ser visto, amado, respeitado e preparado para viver com dignidade.

Em síntese, o texto mostra que amar o filho real é acolher sua singularidade, reconhecer seus direitos, preparar seu futuro e permitir que ele exista para além do diagnóstico, das limitações e das expectativas maternas idealizadas.

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Fernanda Nascimento Faria

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