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Morar fora era um sonho. Então por que eu me sinto tão sozinha?

Mudar de país também pode trazer perdas, solidão e a sensação de não pertencer completamente a lugar nenhum.

20 de set. de 2026

Ana Claudia de Oliveira

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Saúde mental

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Morar em outro país pode representar uma conquista, uma escolha importante ou a realização de um projeto de vida.

E, ainda assim, pode ser difícil.

É possível gostar da vida que você construiu e, ao mesmo tempo, sentir saudade, solidão, insegurança ou cansaço de precisar se adaptar o tempo todo.

Você pode sentir falta da família, dos amigos, da comida, do idioma, das referências culturais e até daquela sensação simples de estar em um lugar onde não precisa explicar quem você é.

Em alguns momentos, também pode surgir culpa:

“Eu escolhi estar aqui. Então não deveria estar feliz?”

Mas sentimentos aparentemente contraditórios podem coexistir.

Você pode amar algumas partes da sua vida atual e sentir falta da vida que deixou. Pode estar feliz com uma oportunidade profissional e sofrer com a ausência da família. Pode ter se adaptado ao novo país e ainda desejar falar sobre o que sente em português.

A adaptação a outro país não envolve apenas aprender uma nova rotina. Ela também pode mexer com identidade, pertencimento, vínculos, autonomia e expectativas sobre quem você imaginava que seria nessa nova vida.

Uma pergunta que pode ajudar é:

“Do que exatamente eu sinto falta quando digo que sinto falta de casa?”

Talvez a resposta não seja apenas um lugar. Pode ser companhia, familiaridade, acolhimento, espontaneidade, segurança ou a sensação de pertencer.

Entender essa necessidade pode ajudar a pensar em maneiras possíveis de reconstruí-la na vida atual.

A psicoterapia pode ser um espaço para elaborar essas mudanças sem precisar escolher entre “minha vida aqui é boa” e “morar longe também é difícil”.

 

Para refletir:
O que você deixou no Brasil que ainda precisa encontrar uma nova forma de existir na sua vida aí?

 

Sou Ana Oliveira, psicóloga clínica e sexóloga, e realizo psicoterapia online exclusivamente com mulheres, incluindo brasileiras que vivem no exterior, com atendimento em português.

Quem sou eu?
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Julia Braz Goudinho

CRP:

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Atendimento:

Online

Pós- graduada em Psicologia Clínica Fenomenológica Existencial. 
Atendimento Clínico para adolescentes, adultos e idosos com foco em raça, gênero, maternidade, ansiedade, luto, depressão, sexualidade, relacionamentos e os diversos e subjetivos transtornos. 
Conhecendo um pouco sobre Fenomenologia Existencial: 
é uma abordagem terapêutica com bases filosóficas que considera cada ser singular, pois cada um vive e sente as experiências de maneira única; e livre, já que todo momento fazemos escolhas. 
Somos responsáveis pelas consequências de tais escolhas, e por estarmos sempre escolhendo nossa existência está em constante processo de transformação. 
A fenomenologia como método procura se afastar de interpretações a partir do momento que busca compreender a forma como cada indivíduo percebe a realidade evitando enquadrar as pessoas em classificações prontas justamente por acreditar que cada existência é única. 

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 80,00

/

50 minutos

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