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Nada do que vivemos na infância se perde

12 de jan. de 2026

Izabella Cruz Arraes

Autoconhecimento
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Aquilo que não pôde ser compreendido, escutado ou nomeado volta disfarçado de sintoma, de repetição, de ausência. Nossas dores de hoje, muitas vezes, são vozes antigas pedindo sentido.

A criança que fomos segue em nós, tentando se expressar no corpo, nos relacionamentos, nos silêncios.

Quando algo se repete sem explicação, talvez seja a história insistindo para ser ouvida de um novo jeito.

A escuta clínica é também um espaço onde a criança de ontem encontra, enfim, um lugar para dizer.

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