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Nem toda ausência significa rejeição

Ressignificar não muda apenas a forma como vemos os outros; muda a forma como passamos a enxergar a nós mesmos.

22 de mai. de 2026

Arthur Almeida Caram Andre

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Autoconhecimento

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Em alguns momentos da vida, uma ausência pode ser sentida como abandono. Um convite recusado pode ser vivido como desinteresse. Um silêncio pode parecer rejeição.

Mas nem sempre estamos reagindo apenas aos fatos. Muitas vezes, reagimos também aos significados inconscientes que construímos sobre eles.

Quando existe uma carência afetiva importante ou uma necessidade intensa de pertencimento, a mente pode transformar situações neutras em confirmações dolorosas: “não gostam de mim”, “não sou importante”, “estão se afastando”.

E é justamente aí que a psicoterapia se torna um espaço de elaboração.

Nem toda dor precisa ser eliminada imediatamente; algumas precisam ser compreendidas. Porque quando desenvolvemos maior conscienciosidade sobre nossos afetos, começamos a ressignificar experiências e percebemos que nem tudo é abandono, rejeição ou falta de valor pessoal.

Às vezes, o outro apenas não pôde estar disponivel.
E isso não significa que você vale menos.

 

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