
Saúde mental não é só assunto de setembro.
O setembro amarelo amplia a conversa, mas o cuidado precisa continuar o ano inteiro.
10 de set. de 2026
Letícia Helen dos Santos Silva
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O Setembro Amarelo traz para o centro uma discussão que ainda é difícil para muita gente: saúde mental, sofrimento emocional e a valorização da vida. Durante muito tempo, falar sobre sofrimento psíquico foi tratado como exagero, fraqueza ou até falta de fé. Muitas pessoas aprenderam a esconder o que sentiam porque acreditavam que precisavam dar conta de tudo sozinhas. Por isso, quando uma campanha como o Setembro Amarelo abre espaço para falar sobre essas questões, ela tem um valor enorme. Ela ajuda a tirar determinados assuntos do silêncio. Faz com que algumas pessoas parem para pensar. Pode fazer alguém reconhecer em si ou em outra pessoa um sofrimento que antes passava despercebido. Mas existe uma coisa que eu considero importante lembrar: saúde mental não começa e nem termina em setembro. A ansiedade não espera outubro chegar para ir embora. O luto não termina quando as campanhas acabam. A solidão continua existindo em novembro, dezembro, janeiro... E uma pessoa que está enfrentando um sofrimento intenso não deixa de precisar de ajuda porque o mês da campanha terminou. Setembro amarelo pode ser um ponto de partida, para lembrarmos que precisamos falar mais sobre saúde mental durante todo o ano. Precisamos aprender a conversar sobre sofrimento antes que ele chegue ao limite. Precisamos criar espaços onde as pessoas possam dizer que não estão bem sem imediatamente ouvir que precisam ser fortes, pensar positivo ou simplesmente seguir em frente. Ter um espaço de escuta, sem julgamentos e com alguém preparado para acompanhar esse processo, pode fazer parte desse cuidado. Afinal, pedir ajuda não precisa ser o último recurso; pode ser também uma forma de se escolher antes de chegar ao limite.
Quem sou eu?

Maitê Marya Luchesi Bosco
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06/217937
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Muito prazer! Sou a Maitê, psicóloga pela USP Ribeirão Preto, especialista em Saúde Mental pelo HCFMRP e mestranda em Ciências também pela USP. Atendo adultos e adolescentes de qualquer parte do mundo, em português ou inglês. Minhas especialidades são saúde mental e transtornos psiquiátricos e também saúde da mulher (casamento, sexualidade, maternidade).
Atuo sob o olhar da psicanálise e acredito na terapia como um espaço para poder se conhecer e viver uma vida mais livre e autêntica. Meu papel é ser sua companheira de viagem, caminhando com você para onde quer que seja necessário e te ajudando a criar ferramentas para lidar com a vida de maneira mais saudável.
Agende uma primeira conversa comigo! Será um prazer fazer parte da sua jornada!
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