top of page

O custo emocional de viver antecipando cenários

Existe uma diferença importante entre planejar o que pode ser feito e viver tentando controlar o que ainda não aconteceu.

24 de jun. de 2026

Fernanda Oliveira Souza

00:00 / 01:04
Saúde mental

Ouça esse artigo usando o player acima.

  • Texto em 4 linhas

  • ​Texto em 4 linhas

  • ​Texto em 4 linhas

  • Texto em 4 linhas

image_edited.png
Terappia Logo

Antecipar cenários pode parecer uma forma de se preparar para o que está por vir.

 

A mente analisa possibilidades, imagina desfechos, revisa decisões e tenta prever o que pode acontecer. A intenção costuma ser evitar erros, frustrações ou situações difíceis.

 

O problema é que nem sempre essa antecipação produz mais clareza. Muitas vezes, ela apenas mantém a mente ocupada com situações que ainda não existem.

 

Na perspectiva da TCC, a preocupação excessiva frequentemente funciona como uma tentativa de reduzir a incerteza e aumentar a sensação de controle. Porém, quanto mais a pessoa busca garantias sobre o futuro, mais distante pode ficar daquilo que realmente está sob seu alcance no presente.

 

Com o tempo, esse funcionamento pode gerar desgaste emocional, dificuldade de relaxar, aumento da ansiedade e uma sensação constante de que há algo a ser resolvido.

 

Nem toda preparação é útil.

 

Existe uma diferença importante entre planejar o que pode ser feito e viver tentando controlar o que ainda não aconteceu.

 

Quando a mente passa mais tempo no futuro do que no presente, o custo emocional costuma ser maior do que a sensação de segurança que essa antecipação promete.

Últimas publicações desse Terappeuta

bottom of page