
O custo emocional de viver antecipando cenários
Existe uma diferença importante entre planejar o que pode ser feito e viver tentando controlar o que ainda não aconteceu.
24 de jun. de 2026
Fernanda Oliveira Souza
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Antecipar cenários pode parecer uma forma de se preparar para o que está por vir.
A mente analisa possibilidades, imagina desfechos, revisa decisões e tenta prever o que pode acontecer. A intenção costuma ser evitar erros, frustrações ou situações difíceis.
O problema é que nem sempre essa antecipação produz mais clareza. Muitas vezes, ela apenas mantém a mente ocupada com situações que ainda não existem.
Na perspectiva da TCC, a preocupação excessiva frequentemente funciona como uma tentativa de reduzir a incerteza e aumentar a sensação de controle. Porém, quanto mais a pessoa busca garantias sobre o futuro, mais distante pode ficar daquilo que realmente está sob seu alcance no presente.
Com o tempo, esse funcionamento pode gerar desgaste emocional, dificuldade de relaxar, aumento da ansiedade e uma sensação constante de que há algo a ser resolvido.
Nem toda preparação é útil.
Existe uma diferença importante entre planejar o que pode ser feito e viver tentando controlar o que ainda não aconteceu.
Quando a mente passa mais tempo no futuro do que no presente, o custo emocional costuma ser maior do que a sensação de segurança que essa antecipação promete.



