
Uma das distinções mais libertadoras que podemos fazer na vida diz respeito às fronteiras do que sentimos.
O que o outro faz, diz sobre o outro: sobre a história dele, as escolhas dele e os roteiros que ele habita.
Mas o modo como isso nos afeta, o que desperta em nosso peito, diz respeito estritamente a nós.
É comum gastarmos dias tentando decifrar as intenções alheias ou esperando que o outro mude para que possamos, finalmente, respirar em paz.
Esse movimento nos afasta do único solo onde podemos agir: a nossa própria existência.
Quando paramos de culpar o mundo pelo nosso desassossego, começamos a nos implicar no que realmente nos cabe.
Sentir raiva, mágoa ou estranhamento diante de uma situação não é um erro, mas um sinalizador.
É a vida mostrando onde dói e o que precisa de cuidado em nós.
A terapia é o espaço para clarear essas fronteiras.
É o lugar onde deixamos de carregar o peso do que pertence ao outro para assumirmos, com contorno e firmeza, a autoria da nossa própria história.
Se você tem dificuldade em separar os seus pesos dos pesos alheios, vamos conversar.
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Fernando de Oliveira Pinto Filho
Psicólogo Clínico
CRP 05/82209
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