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O que se perde quando um filho chega? Você?

19 de mai. de 2026

Thaina Lima Pinheiro Teixeira

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Mulher

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A sociedade tem uma narrativa muito definida sobre o que uma mulher deve sentir quando se torna mãe. Alegria. Plenitude. Completude. O instinto que desperta, o amor que transborda, a vida que finalmente faz sentido.

 

E esse sentimento existe. É real para muitas mulheres, em muitos momentos.

Mas existe outra coisa que também é real, que também é legítima, e que quase ninguém fala: o luto.

 

Quando um filho chega, algo se perde. A mulher que existia antes, com sua rotina, sua liberdade, seu corpo, sua identidade, seus planos, seus horários, seus momentos de silêncio, essa mulher não volta a existir da mesma forma. E isso é uma perda. Uma perda real, que merece ser nomeada.

 

O problema é que nomear essa perda ainda é um tabu. Uma mãe que diz que sente falta de quem era antes corre o risco de ser interpretada como ingrata, como má mãe, como alguém que não deveria ter tido filhos. E então ela engole. E guarda. E sorri para a foto.

 

Na psicologia perinatal, chamamos isso de crise de identidade materna, ou, em alguns contextos, de matrescence, o processo de se tornar mãe. Assim como a adolescência é uma transformação profunda de identidade, a maternidade também é. E toda transformação profunda carrega perdas junto com os ganhos.

Sentir luto pela vida anterior não significa que você não ama seu filho. Significa que você era uma pessoa inteira antes dele, e que essa pessoa importava.

 

Dar espaço para esse luto, em vez de abafá-lo com culpa, é um dos gestos mais amorosos que uma mãe pode ter consigo mesma. E uma mãe que se cuida, cuida melhor.

 

Se você está nesse processo e sente que precisa de um espaço seguro para falar sobre tudo isso, estou aqui.

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