
"Minha mãe não me dá atenção." "Meu marido me humilhou." "Meu pai não fez questão de me conhecer." "Cresci em um ambiente tóxico." "Meu marido é ciumento e usa o tratamento do silêncio." "Sempre fui criticada por tudo e por todos."
Esses e muitos outros relatos ecoam diariamente no ambiente terapêutico. São dores reais, marcas profundas de quem cresceu em lares disfuncionais, lidou com o alcoolismo, o narcisismo ou o bullying.
Diante disso, o nosso papel como psicólogos é acolher, cuidar e fortalecer. No consultório, chamamos quem nos procura de cliente, e não de paciente. Paciente evoca passividade, a ideia de apenas receber um cuidado. O cliente, por outro lado, assume uma postura ativa e colaborativa. Ele é o protagonista da própria mudança, e isso transforma tudo.
Muitas vezes, a nossa caminhada juntos serve para identificar o que cabe a você e o que pertence ao outro. No início, o sofrimento é tão grande que a pessoa mal consegue perceber as dinâmicas de manipulação em que está inserida. Na terapia, caminhamos lado a lado. Vamos desatar os nós da culpa, responsabilizar as ações, entender os limites do que você permite e, aos poucos, resgatar a sua autoestima.
É nesse processo que a mágica acontece. Algo único e sagrado. Você finalmente descobre quem é apesar de.
Apesar do trauma, da rejeição e do sofrimento, você se descobre capaz de ressurgir. É possível refazer o caminho, quebrar ciclos e não repetir os mesmos padrões de dor. Você se torna uma pessoa plena, segura, potente e saudável. O seu passado passa a ser apenas uma parte da sua história, e não o seu destino.





