
A boca engole. O corpo cospe.
Quando carregar parece mais seguro do que pousar. Quando engolir parece mais fácil do que expressar. Quando a emoção não encontra saída, ela encontra outro caminho.
E esse caminho quase sempre passa pelo corpo.
O que a psicossomática é de verdade
Psicossomática não é teoria abstrata. Não é sugestão de que a dor não é real, de que o sintoma é imaginação, de que basta pensar positivo para melhorar. É o que acontece quando o emocional não processado encontra um lugar no corpo para morar.
A ansiedade que vira enxaqueca. O luto não vivido que vira queda de cabelo. O estresse crônico que vira pressão alta. A raiva engolida por anos que aparece como dor no estômago, como tensão na mandíbula, como um nó que não desfaz. O corpo não mente, ele traduz o que a mente aprendeu a esconder. Com uma fidelidade impressionante e uma paciência que tem limite.
Winnicott, pediatra e psicanalista britânico, descrevia a relação entre psique e corpo como algo indissociável, a ideia de que mente e corpo não são dois sistemas separados, mas uma unidade que se comunica o tempo todo. Quando a comunicação é bloqueada num lado, ela aparece no outro.
O que o sistema de saúde não pergunta
Aí vêm os exames, os médicos, os tratamentos. Tudo necessário e muitas vezes o ponto de partida certo. Mas quase sempre cuidando do sintoma enquanto a causa continua intocada.
Porque ninguém pergunta o que está acontecendo por dentro. Ninguém para para perguntar o que esse corpo está tentando dizer há tanto tempo. Qual emoção ficou represada. Qual situação nunca foi elaborada. Qual peso foi carregado em silêncio por tempo demais.
O exame mede o resultado. Raramente mede o processo.
Cuidar do emocional é prevenção
Esse é um ponto que eu repito com frequência e que ainda encontra resistência, porque a cultura em que vivemos trata o cuidado emocional como luxo, como indulgência, como algo que se faz depois que tudo o mais estiver resolvido.
Mas o emocional não espera. Ele vai encontrando formas de aparecer, mais sutis primeiro, mais contundentes depois, até que não haja como ignorar.
Cuidar do que você sente é prevenção. É o investimento que evita que o corpo precise gritar o que você não conseguiu falar. É chegar antes do limite, não depois.
A terapia tem um custo. Ignorar o que você sente também tem e esse segundo costuma chegar mais caro, mais doloroso e mais tarde do que você esperava. Com juros que o corpo cobra sem avisar.
Antes que ele precise gritar
Se o seu corpo está falando, com um sintoma que não passa, com um cansaço que o descanso não resolve, com uma dor que os exames não explicam completamente, talvez valha parar e perguntar o que ele está tentando te dizer.
Esse é exatamente o tipo de escuta que a psicoterapia oferece. Um espaço onde o que o corpo expressa encontra linguagem e onde o que ficou guardado finalmente tem onde pousar.
Me encontre aqui abaixo na plataforma. Vamos conversar antes que ele precise gritar.
Thainá
Quem sou eu?

Alice Victoria Simplicio Fernandes
CRP:

13/13035
Atendimento:
Presencial, Online
Muitos adultos passam anos ouvindo que são desorganizados, intensos, distraídos ou "difíceis" antes de entender que o problema nunca foi falta de esforço. Quando o diagnóstico chega, ou a suspeita dele, vem o alívio e também a pergunta seguinte: e agora?
É desse ponto que parte o meu trabalho.
Sou Alice, psicóloga com formação em neuropsicologia e atuação em um serviço público de saúde mental.
Minha atuação é voltada a adultos com TDAH, autismo e outras formas de funcionamento neurodivergente, inclusive a quem descobriu tarde ou ainda está investigando. Atuo também com quem convive com ansiedade, depressão, esgotamento, dificuldades de relacionamento e uso problemático de substâncias, temas que raramente aparecem sozinhos.
Se você se reconheceu em alguma parte disso, será um prazer atender você. Podemos transformar o "e agora?" em um caminho possível.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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