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O silêncio e a análise

​

3 de ago. de 2026

Pedro Ivo Rossi Pereira

00:00 / 01:04
Saúde mental

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É muito comum ouvir, como crítica à psicanálise, que o analista fala muito pouco ou simplismente permanece em silêncio.

 

Isso ocorre porque o silêncio, em uma análise, tem uma função fundamental. O analista sustenta uma espécie de silêncio ativo, ele está "ocupado" escutando não apenas a história contada pelo paciente, mas também os movimentos de sua fala, suas pausas, seu ritmo, as palavras que insistem em se repetir, as marcas deixadas pelo discurso, os silêncios, os tropeços, os momentos em que uma fala se sobrepõe a outra, as mudanças de tema, a entonação da voz. Enfim, uma série de nuances que constituem a singularidade de cada análise.

 

Para que o analista possa intervir de maneira precisa, ele deve escutar essas nuances e complexidades implicadas na fala do analisante, permitindo que algo de radicalmente singular possa emergir, aquilo que só aquela pessoa poderia dizer, do jeito que só aquela pessoa poderia dizer. E para isso é preciso estar em uma posição de "espera" também ativa, uma espera do momento certo de falar para não calar. Assim, o analista intervém de diversas maneiras a partir do que escuta: com perguntas, pontuando as repetiçōes, marcando as nuances, apontando contradições, ecoando palavras que passam despercebidas pelo analisante...

 

Ao mesmo tempo, é preciso que o analisante possa falar livremente sobre tudo o que lhe vier à cabeça, sem selecionar previamente o que merece ou não ser dito. Essa é a regra fundamental da psicánalise. Para que este tipo de fala possa surgir, alguém precisa sustentar um certo vazio, esse lugar de espera e escuta. O silêncio do analista é justamente a condição para que a palavra encontre seu espaço. Esse silêncio é o que permite o analista escutar aquilo que está para além do sentido imediato da fala, que está por trás dos barulhos e movimentos próprios da língua do analisante.

 

É nesse espaço aberto pelo silêncio que algo novo pode acontecer. Quem fala pode, pouco a pouco, escutar a si mesmo de outra maneira e, a partir disso, construir uma nova relação com aquilo que diz e com aquilo que até então, dizia sem saber que dizia e fazia sem saber porque fazia.

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Julia da Costa Neves

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Você merece se sentir bem consigo mesmo, compreender suas emoções e viver relações mais saudáveis.

E ás vezes, a ansiedade, as inseguranças e as dificuldades nos relacionamentos tornam a rotina mais pesada do que gostaríamos. Em meio a tantos sentimentos e cobranças, pode ser difícil entender o que está acontecendo e encontrar novas formas de lidar com tudo isso. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho.

Sou Júlia Neves, psicóloga clínica, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neurociência e Comportamento.

Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento, no qual você possa falar sobre suas experiências sem julgamentos, compreender seus pensamentos e emoções e desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.

Acredito que a terapia é um processo de autoconhecimento e transformação, que permite construir novas perspectivas, fortalecer sua autonomia e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.

Dar o primeiro passo pode ser desafiador, mas você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser o início de uma nova forma de olhar para si e para a sua história.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

50 minutos

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