
Por que sentimos que nunca fazemos o suficiente? A exaustão de tentar dar conta de tudo
Reconhecer nossos limites também é uma forma de viver com mais autenticidade
4 de out. de 2026
Lucas Filipe Costa
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Há momentos em que a vida parece pedir que você esteja em todos os lugares ao mesmo tempo.
Ao final do dia, mesmo após cumprir prazos, responder mensagens e oferecer presença aos outros, o que resta raramente é o descanso. O que sobra é a sensação incômoda de uma dívida sem fim, aquele sussurro sutil de que "ainda faltou algo". Como se, apesar de tudo o que foi feito, ainda existisse uma dívida a pagar.
Talvez uma das experiências mais silenciosas da vida contemporânea seja essa: fazer muito e, mesmo assim, sentir que não foi suficiente.
A rotina pode se transformar em um esforço constante para sustentar diferentes versões de quem se acredita que deveria ser: alguém competente no trabalho, presente nas relações, saudável, produtivo, atualizado e emocionalmente disponível.
O custo dessa tentativa de ocupar tudo com máxima intensidade é alto: nos alienamos da nossa própria experiência presente.
Esquecemos um dado fundamental do existir: a finitude.
Existir é, constitutivamente, ser limitado pelo tempo e pelas escolhas. Cada "sim" dito a uma demanda implica, inevitavelmente, um "não" a infinitas outras possibilidades. Não é possível habitar dois espaços ao mesmo tempo, nem corresponder a todas as expectativas.
O limite não é um defeito. O limite é a condição de possibilidade para uma vida autêntica.
Dizer "hoje não consigo" não é um fracasso; é o ato de recuar da ilusão de onipotência para habitar a realidade concreta do próprio corpo e tempo. Quando tentamos sustentar uma rotina idealizada, deixamos de viver para apenas gerenciar uma performance. A exaustão nasce justamente no abismo entre quem conseguimos ser hoje e quem achamos que deveríamos ser.
Talvez o caminho não seja descobrir "como dar conta de tudo", até porque a totalidade é uma ilusão.
A provocação mais honesta a se fazer é: em meio a tantas tarefas bem executadas, o que do seu dia realmente pertenceu à sua experiência em primeira pessoa?
Quem sou eu?

Ana Luisa Medeiros Fernandes
CRP:

06/222575
Atendimento:
Online
Psicóloga, graduada pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro e em especialização em Psicologia Clínica pelo Intituto Brasileiro de Psicologia Baseada em Evidências. Com experiência em atendimento à mulheres adultas e adolescentes, minha atuação se baseia na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT).
Isso significa que vamos olhar, juntas, para os padrões que influenciam suas escolhas, aprender novas formas de lidar com o sofrimento e buscar uma vida com mais consciência, flexibilidade e sentido.
Pronta para esse passo de autocuidado? Conte comigo, estou a disposição!
Valor da Sessão / Tempo de duração
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