
Ninguém chega no consultório pedindo autoconhecimento. Chegam pedindo pra parar de sentir ansiedade antes de dormir, pra parar de brigar com o parceiro pelos mesmos motivos, pra parar de sabotar o próprio trabalho toda vez que as coisas começam a dar certo. E aí, nas primeiras sessões, existe uma decepção quase sempre silenciosa: a pessoa espera um conserto e recebe uma pergunta: "Por que você acha que reage assim?" isso soa, pra quem tá sofrendo, como enrolação. Como se o psicólogo tivesse adiando o trabalho de verdade. Só que a pergunta É o trabalho. O alívio rápido é o que a pessoa já tentou sozinha há anos, e não funcionou, ou não durou.
Tem uma ideia meio inconveniente aqui: sintoma não é o problema, é a ponta visível de uma lógica interna que fazia sentido em algum momento de sua história. A pessoa que se sabota profissionalmente não está "quebrada", provavelmente aprendeu muito cedo que sucesso trazia algum tipo de perigo: expectativa insuportável, inveja de alguém próximo, ou simplesmente nunca teve modelo de como ocupar espaço sem culpa. Tratar isso só no nível do sintoma é tapar buraco em cano furado. Fecha aqui, estoura ali. Terapia que funciona de verdade, a longo prazo, vai atrás do cano, não do buraco.
E aqui mora o motivo pelo qual "ficar bem" é uma meta um pouco estranha: bem-estar não é um estado fixo que você atinge e mantém, como quem chega numa cidade e se muda pra lá, é mais parecido com equilibrio num barco, você não para de ajustar, só fica mais rápido e mais discreto nos ajustes conforme entende melhor as próprias ondas. QUem se conhece de verdade não deixa de sentir raiva, medo nem tristeza. Continua sentindo tudo isso! A diferença é que para de ser surpreendido pelas próprias reações. Reconhece o padrão chegando de longe, como quem já viu aquele filme antes e sabe o final.
No fim, autoconhecimento é desconfortável antes de ser libertador, e é exatamente por isso que ele funciona onde o "jeito rápido" falha. Ele te tira da posição de vítima das próprias emoções e te coloca na posição de autor, mesmo quando o capítulo é difícil. Não é sobre nunca mais tropeçar. É sobre, na próxima vez que tropeçar, já reconhecer o degrau, e talvez, com o tempo, parar de tropeçar nele com tanta frequência. Isso não é ficar bem no sentido raso da palavra, é ficar honesto consigo mesmo, e honestidade na maioria das vezes, dói primeiro pra depois libertar.
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Jonathas da Silva Rodrigues
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Estou aqui por um motivo: te ajudar a encontrar o controle da sua vida emocional.
Se dentro de você existe um turbilhão, se seus sentimentos parecem um campo de batalha, você não está sozinho. Aqui, você encontra um espaço seguro, acolhedor e sem julgamentos. Um espaço só seu, para respirar, desabafar, reconstruir.
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@jonathaspsi_
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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