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Procrastinação

Sobre quando adiar é proteger

20 de out. de 2025

Gustavo Gonçalves Oliveira

Psicologia
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Adiar tarefas nunca é só preguiça. A procrastinação tem um sentido oculto: muitas vezes é uma forma de se proteger de sentimentos difíceis, expectativas altas ou medo de errar.

 

O que adiamos nem sempre é a tarefa em si, mas a ansiedade que ela carrega. Um e-mail que parece simples pode trazer medo de julgamento; um projeto que parece rotina pode ativar insegurança sobre competência; uma decisão importante pode abrir portas que nos assustam. O adiamento é, no fundo, um mecanismo de autopreservação.

 

O problema é que, quanto mais adiamos, maior o peso emocional da tarefa. O que começou como proteção torna-se cobrança interna, culpa e frustração. A mente aprende que evitar alivia momentaneamente, mas cria tensão acumulada que se manifesta de outras formas: irritabilidade, estresse e sensação de incapacidade.

 

Olhar para a procrastinação com atenção e gentileza é o primeiro passo. Perguntar: “qual medo estou evitando?” ou “o que me impede de começar?” ajuda a trazer consciência e reduzir a repetição automática. Pequenos passos, começando com partes da tarefa, podem quebrar o ciclo sem aumentar a ansiedade.

 

Procrastinar não é falha de caráter. É um sinal de que algo interno precisa ser cuidado. Entender isso transforma o “enrolar” em oportunidade de autoconhecimento e manejo emocional, e não em culpa permanente.

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