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Relacionamentos Abusivos

Quando a relação começa a fazer você perder de si

19 de mar. de 2026

Celina de Vasconcelos Ramos Amorim

00:00 / 01:04
Mulher

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Normalmente relacionamentos abusivos começam como um conto de fadas, e não com uma dor evidente.
Começa com cuidado, que uma hora se torna um cuidado em excesso.
Com mensagens carinhosas , que uma hora se tornam constantes e vigilantes.
Com um “ciúme bobo” que parece até carinho.
E, pouco a pouco, algo muda.
Você começa a se explicar demais.
A evitar conflitos.
A pensar duas vezes antes de falar, de se vestir, de sair e até de sentir.
Sem perceber, você vai se afastando de quem você era.
“Será que o problema sou eu?”
Essa é uma das perguntas mais comuns de quem está em um relacionamento abusivo.
Porque o abuso emocional não chega gritando — ele confunde.
Ele desorganiza.
Ele faz você duvidar da sua própria percepção.
Você começa a minimizar o que sente.
A justificar o outro.
A acreditar que, se tentar mais um pouco, tudo pode melhorar.
Mas enquanto isso, algo dentro de você vai se apagando.
O que muitas pessoas não percebem é que relacionamentos abusivos não se sustentam apenas pelo comportamento do outro — eles também se apoiam em feridas emocionais profundas, muitas vezes inconscientes.
Histórias de abandono, rejeição ou amor instável podem fazer com que o sofrimento pareça familiar.
E o que é familiar, mesmo quando dói, pode parecer difícil de abandonar.
Não é fraqueza.
Não é falta de amor-próprio.
É uma dinâmica psíquica que precisa ser compreendida — não julgada.
Por que sair é tão difícil?
Porque não é só sobre ir embora.
É sobre:
- abrir mão da esperança de que o outro vai mudar
- lidar com o medo de ficar sozinho (a)
- reconstruir a própria autoestima
- encarar sentimentos que foram silenciados por muito tempo
E tudo isso, sem apoio, pode parecer impossível.
Você não precisa passar por isso sozinho(a)
A psicoterapia é um espaço onde você pode, com segurança, começar a olhar para essa relação — e para si mesmo(a) — de uma forma mais clara.
Sem julgamentos.
Sem pressa.
No seu tempo.
É um processo de reconstrução interna: de entender seus padrões, fortalecer sua autonomia emocional e, aos poucos, voltar a ocupar o seu lugar na própria vida.
Um começo possível.
Se, ao ler esse texto, algo em você foi despertado… isso já é um começo.
Buscar ajuda não é sinal de fraqueza — é um ato de cuidado consigo.
E, às vezes, tudo o que a gente precisa é de um espaço seguro para começar a se reencontrar.
💬 Se você sente que está vivendo algo parecido, a terapia pode te ajudar a compreender melhor essa relação e encontrar caminhos possíveis.


Celina Amorim
Psicóloga Clínica | CRP 06/104909

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