
Culturalmente, fomos ensinados que a maternidade é sinônimo de cuidado instintivo. Espera-se que a mãe seja o primeiro porto seguro, zelando pela saúde desde a gestação até a vida adulta. Mas o que acontece quando essa teoria não encontra eco na realidade?
Quando uma mãe, por diversas razões, não consegue exercer esse papel de cuidado e, por vezes, prioriza outros filhos em detrimento de um nasce uma ferida profunda: a do abandono emocional.
O filho que "precisou se virar sozinho" desenvolve uma autonomia precoce, mas muitas vezes carregada de cansaço. A diferenciação entre irmãos, embora negada por muitos pais, é uma realidade que gera sentimentos de injustiça e invisibilidade.
É dentro do consultório que essa pessoa pode, finalmente, deixar de ser "forte". A terapia funciona como um espaço de "re-maternagem" simbólica, onde a dor é validada e você aprende que não precisa mais prover tudo sozinho emocionalmente. É o seu novo solo seguro. É onde o cuidado que faltou começa a ser construído de dentro para fora.





