
Quando o mundo corre depressa demais e o corpo pede silêncio, a ansiedade não chega como inimiga — ela chega como sinal. Na psicologia analítica, Jung nos convida a escutar os sintomas não apenas como algo a ser eliminado, mas como mensagens da alma. A ansiedade, nesse sentido, é um chamado: algo em você está sendo deixado para trás enquanto a vida acelera.
Ela surge quando nos afastamos do nosso ritmo interno, quando vivemos mais no “dever ser” do que no “ser”. O corpo fala aquilo que a consciência insiste em calar. O aperto no peito, a inquietação, o cansaço sem nome… tudo isso pode ser a alma pedindo reconexão, pedindo presença, pedindo verdade. A ansiedade aponta onde há excesso, onde há falta, onde você se abandonou tentando dar conta de tudo.
Como uma bússola, ela não mostra o destino final, mas indica a direção que precisa ser revista. Escutá-la é um ato de amor consigo mesmo. É desacelerar sem culpa, é respeitar limites, é permitir que o silêncio também seja caminho. Quando acolhida, a ansiedade deixa de ser um peso e se transforma em guia — conduzindo você de volta para casa: para dentro.
Vem, eu posso te ouvir!!!
Com carinho, Helen Santos




