
Ansiedade não é apenas uma sensação mental; ela transborda para o corpo. Para muitas pessoas, quando a tensão atinge o limite, surgem comportamentos impulsivos e automáticos: roer as unhas até sangrar, arrancar fios de cabelo, cutucar a pele ou causar machucados no próprio corpo.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos esses comportamentos como estratégias disfuncionais de regulação emocional. Diante de uma dor ou sobrecarga emocional insuportável, o cérebro busca uma alívio imediato e a dor física momentânea acaba funcionando como uma "válvula de escape" para desviar o foco da dor psicológica.
O problema é que esse alívio dura poucos segundos, dando lugar à culpa, à vergonha e a mais ansiedade, criando um ciclo vicioso.
O ciclo do comportamento repetitivo focado no corpo:
- Gatilho: Uma emoção intensa (ansiedade, frustração, estresse) ou um pensamento intrusivo.
- Tensão crescente: Uma sensação física de desconforto ou urgência que parece incontrolável.
- Ação: O ato de machucar, arrancar ou ferir a si mesma.
- Alívio temporário: Redução imediata da tensão psíquica.
- Efeito colateral: Sentimento de culpa e dano físico, alimentando novamente a ansiedade.
Se você se identificou com essa situação, saiba que não precisa carregar essa dor em segredo. Buscar ajuda profissional é o primeiro passo para reescrever essa relação com suas emoções e com seu próprio corpo.
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