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Compulsões e repetições

Quando comportamentos se repetem e causam sofrimento

5 de jan. de 2026

Psicologia
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Quando comportamentos se repetem e causam sofrimento

 

Você sente que vive sempre as mesmas situações, mesmo tentando fazer diferente? Relacionamentos que se repetem, escolhas que levam ao mesmo desgaste emocional, comportamentos que aliviam por um momento, mas logo trazem culpa, vazio ou angústia. Essa sensação de estar preso em um ciclo é mais comum do que parece — e pode estar relacionada à compulsão e à repetição.

Na psicoterapia, especialmente na psicanálise, entendemos que a repetição não acontece por falta de esforço ou força de vontade. Muitas vezes, ela é uma forma de expressão do sofrimento psíquico. Aquilo que não pôde ser compreendido ou elaborado encontra uma saída através dos atos.

 

O que é compulsão?

A compulsão pode aparecer de diferentes formas:

  • uso excessivo de redes sociais ou telas
  • pornografia ou comportamento sexual compulsivo
  • compulsão alimentar
  • uso de álcool ou outras substâncias
  • compras impulsivas
  • trabalho excessivo
  • necessidade constante de aprovação

Em comum, há a sensação de perda de controle e a repetição de um comportamento que promete alívio imediato, mas não sustenta o bem-estar. O prazer dura pouco e, logo depois, surgem sentimentos como culpa, vergonha ou esgotamento.

Por que a repetição acontece?

A psicanálise compreende a repetição como uma tentativa inconsciente de lidar com algo que marcou a história do sujeito. Em vez de aparecer como lembrança, esse conteúdo retorna como escolha, comportamento ou sintoma. É por isso que muitas pessoas dizem:
“Eu sei que isso me faz mal, mas não consigo parar.”

Vivemos em uma sociedade que estimula o excesso — produzir mais, consumir mais, desejar mais. Nesse contexto, as compulsões encontram terreno fértil. O problema é que nenhum objeto, hábito ou prazer imediato consegue preencher aquilo que é estruturalmente humano: o desejo, que nunca se completa totalmente.

 

Compulsão não é fraqueza moral

É importante dizer: a compulsão não define quem você é. Rotular alguém apenas pelo comportamento empobrece sua história e apaga sua singularidade. Por trás da repetição, quase sempre existe uma tentativa de aliviar a angústia, o vazio, a solidão ou a dor emocional.

Na clínica, o foco não está em controlar o comportamento à força, mas em escutar o que ele tenta comunicar. O sintoma fala quando as palavras ainda não puderam ser ditas.

 

Como a psicoterapia pode ajudar

Na psicoterapia, o trabalho consiste em criar um espaço de escuta sem julgamento, onde o sujeito possa falar sobre suas repetições, compreender o que sustenta esses movimentos e, aos poucos, construir novas formas de lidar com o desejo e com o sofrimento.

O objetivo não é eliminar o desejo, mas permitir que ele encontre caminhos menos destrutivos e mais integrados à vida. Quando o sujeito começa a se escutar, o ato deixa de ser a única resposta possível.

 

Psicoterapia online ou presencial

O atendimento pode acontecer de forma online ou presencial, oferecendo um espaço seguro para refletir sobre compulsões, repetições e conflitos emocionais, respeitando o ritmo e a singularidade de cada pessoa.

Se algo na sua vida parece se repetir sem explicação, talvez isso não seja fraqueza — mas um pedido de escuta. A psicoterapia pode ser o primeiro passo para transformar repetição em compreensão.

 

 

 

Geovanna Moreira Bastos | Psicóloga e psicanalista - CRP 01/30116

Meu perfil no Terappia: www.terappia.com.br/psi/Geovanna-Moreira-Bastos

 

 

#terapia #psicologia #psicoterapia

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