
Tem coisas que fazemos demais justamente porque alguma coisa parece estar faltando.
Comer demais.
Trabalhar demais.
Comprar demais.
Controlar demais.
Falar demais.
Se ocupar o tempo inteiro.
Nem sempre o excesso é simplesmente “falta de controle”.
Às vezes ele é uma tentativa de não entrar em contato com alguma coisa que incomoda quando aparece o silêncio.
Uma angústia.
Uma ausência.
Uma insatisfação que você nem sabe muito bem nomear.
O problema é que aquilo que usamos para preencher esse vazio costuma funcionar… mas só por um instante.
Depois, queremos de novo.
Talvez por isso a pergunta mais interessante não seja:
“como eu faço para parar com isso?”
mas, antes:
“o que isso está fazendo por mim para que eu precise repetir tantas vezes?”
Às vezes, entender a função de um excesso diz muito mais sobre nós do que simplesmente tentar eliminá-lo.




